sábado, 29 de outubro de 2016
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
A PORTA
À espera de desafios
vivia eu a desafiar.
Ah! Mas ao que bate
diz a PALAVRA;
abrir-se-vos-á.
E abriu-se
uma PORTA
tão grande!
Donde saiu
um RESPLENDOR
que ofuscou-me,
fechou-me os olhos!
Recuei,
tentei desviar
daquela atração,
não podia.
Além do mais
eu sabia,
era resposta
de minha oração.
Caí, prostei-me, rendi-me
no batente
da PORTA
donde saía
o fogo abrasador
da SUA presença,
queimando,
derretendo
todo meu ser,
orgulho,
vontades,
forças e pecados.
A atração aumentava,
eu chorava
enquanto levantava,
para entrar
na PORTA
que se abriu
para me SALVAR.
MARIA JOSÉ DE OLIVEIRA COSTA
vivia eu a desafiar.
Ah! Mas ao que bate
diz a PALAVRA;
abrir-se-vos-á.
E abriu-se
uma PORTA
tão grande!
Donde saiu
um RESPLENDOR
que ofuscou-me,
fechou-me os olhos!
Recuei,
tentei desviar
daquela atração,
não podia.
Além do mais
eu sabia,
era resposta
de minha oração.
Caí, prostei-me, rendi-me
no batente
da PORTA
donde saía
o fogo abrasador
da SUA presença,
queimando,
derretendo
todo meu ser,
orgulho,
vontades,
forças e pecados.
A atração aumentava,
eu chorava
enquanto levantava,
para entrar
na PORTA
que se abriu
para me SALVAR.
MARIA JOSÉ DE OLIVEIRA COSTA
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
AMORES
AMORES
De amores falaria eu
Se eles em minha vida
Tivessem, de algum modo
Importância ou valor
Pois foram dias difíceis
Vividos com a insegurança
De muito desamor.
As vezes no deserto
Brotam flores pra variar,
Essas flores brotaram
Pra minha vida completar.
Elas, minhas filhas!
Fizeram valer a pena
Por este caminho trilhar.
Por elas brotaram netos
Minha familia formou
Agora sim! Posso ir
Caminhando com eles vou.
De amores falaria eu
Se eles em minha vida
Tivessem, de algum modo
Importância ou valor
Pois foram dias difíceis
Vividos com a insegurança
De muito desamor.
As vezes no deserto
Brotam flores pra variar,
Essas flores brotaram
Pra minha vida completar.
Elas, minhas filhas!
Fizeram valer a pena
Por este caminho trilhar.
Por elas brotaram netos
Minha familia formou
Agora sim! Posso ir
Caminhando com eles vou.
domingo, 23 de outubro de 2016
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
A MADRINHA
Maria José de Oliveira Costa
(do livro Memorial de uma diva)
Estava eu
brincando com as meninas quando ouvi minha mãe chamar:
- Diva,
vem cá! Essa é tua madrinha.
- Bença,
madrinha?- disse eu.
- Deus te
abençoe! Como tá grande a menina, né, comadre Alaíde?
Minha mãe
disse:
- Diva, vai
lavar os pés no brejo, pra ir com tua madrinha passar uns dias com ela.
Lavei
os pés, só os pés, calcei os chinelos e fui com minha madrinha Helena que eu nunca, que
me lembre, tinha visto antes. Não entendo até hoje porque eu aceitava tudo com
tranquilidade. Talvez fosse a vontade de conhecer outros lugares.
No
caminho, ela foi logo dizendo:
- Seu
nome não é Diva, você foi batizada com o nome de Maria José. Tua mãe é doida de
mudar o seu nome.
Eu ouvia
tudo calada, não tenho certeza se era lerda ou minha mãe nunca tinha me
ensinado nada, pois não sabia nem meu nome, não sabia minha idade. Nada eu
sabia. Bicho do mato mesmo.
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